Doces tardes aquelas em que me aninhava no colo de minha mãe
E ouvia historias de mundos fantásticos e seres incríveis
Onde eu sempre era o herói que resolvia os problemas do mundo
Mil tarefas a fazer, compromissos com pessoas trabalhos da faculdade, serviços comunitários, aulas e acabo meu dia aqui postando palavras que possivelmente ninguém vai ler mais que dão vazão ao que sinto e me impedem de enlouquecer.
Às vezes me percebo com uma grade dificuldade de fazer coisas as quais me sinto obrigado, sou apenas eu? Não sei. Realmente é complicado entender como não consigo estar em apenas um lugar no mesmo tempo. Desvio-me de mil afazeres e busco prazeres que deveria evitar. Como o moleque levado que espera a mãe virar a costa pra trocar a salada por batatas fritas.
Já não sou um infante brincalhão, tomar consciência disso e sempre complicado, mas acaba sendo necessário ser o adulto agir como tal e responder as expectativas de todos. No entanto, deixo clara a minha total contrariedade a crescer totalmente serei o homem adulto farei aquilo que deve ser feito, mas jamais permitirei que minha criança interna morra por que quanto me surge o cansaço da vida cotidiana ela e quem me socorre com aquele sorriso maroto e me estende a mão para mostrar o prazer dessa brincadeira chamada vida
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